Depois de um bom tempo cinza, São Paulo hoje amanheceu iluminada. Iluminada pelo sol outonal, com suas únicas cores, luzes e sombras. Amanheceu com céu azul, bem zaul (como só os céus de outono podem ser).
E esse amanhecer, me fez pensar em algumas coisas, sentir e vivenciar algumas outras.
Então…
Hoje vamos fazer assim…
Cada um de nós… todos nós!
Vamos fechar os olhos, respirar bem devagarzinho, sentindo o ar entrando e saindo dos pulmões…
Com esse ar fluindo, bem concentrados no preto iluminado e colorido dos olhos cerrados (só de olhos bem fechados e olhando verdadeiramente para nossa alma podemos enxergar isso), nessa sensação, vamos viajando no tempo de nossas vidas até chegarmos a um momento feliz de nossa infância…
Quantos anos? Onde estávamos? Com quem estávamos? O que fazíamos? Qual a lembrança que aparece em primeiro lugar? E se nos fixarmos um pouco mais, o que surge de novo ou diferente?
Vamos mais um pouco… somos crianças novamente…
As crianças são sinceras em seus sentimentos, isentas de preconceitos, as vezes até desconcertantes, sem condicionamentos, sem juízos instaurados. As crianças pedem, suplicam, insistem – e não se envergonham disso; se não conseguem ficam amuadas por uns instantes, mas nem por isso perdem a confiança e o amor. As crianças também tem o coração escancarado ao amor, ao bem querer, e no amor se abandonam sem reservas.
Então hoje o que proponho é: sejamos simples como as crianças!
Vamos nos abandonar no amor, no amor de Deus, no amor das pessoas, no amor da Vida, no amor dos relacionamentos e amizades, e em todos os amores sinceros. Não vamos nos julgar grandes, sábios, auto-suficientes – sempre temos o que receber, o que aprender. Sejamos esponjas, sempre prontas a nos banharmos e nos incharmos com o melhor. Não sejamos pedras, duras e que apenas recebem banho d’agua sem dela nada receber e sem como ela se inchar.
A alma de cada um de nós é, em última análise, a fonte de todo o amor que podemos dar, sentir e transmitir. Então, certamente, a linguagem da alma é a linguagem do amor. Vamos exercer isso, praticar isso, cada um à sua maneira, com suas crenças e suas condições.
Mas tem um “segredinho” nessa estória das almas. Não vamos tentar descobrir a alma apenas em nós mesmos, mas também no nosso meio, em tudo e todos que nos cercam. Nossa alma não apenas mora e age dentro de nós, nós podemos a encontrar também fora de nós, por exemplo, nas pessoas que nos cercam,
Pensem num rosto sorridente de um garoto, que nos olha com seus grandes olhos sinceros, nos perscrutando até o mais íntimo, à procura de uma total sintonia com seu coração…
A maneira como olhamos para as pessoas, como olhamos seus olhos e seu rosto, pode ser uma forma de contato de nossas almas e, para a nossa, é importante que ela encontre, também na outra pessoa um lugar pacífico onde ela possa se instalar.
Vamos, nesse sentido, abrir nossos corações para o amor, não apenas o nosso amor, terreno, humano, mas também o amor infinito, eterno – e sempre presente amor de Deus. Todos nós já vivemos, de uma forma ou outra, as experiências do amor. O amor dos filhos pelos pais, dos pais pelos filhos, nosso pelos amigos e também pela “pessoa amada”. Estes últimos também podem ferir às vezes, machucar em outras, mas sempre valerão a pena. Todos nós já amamos e fomos amados, vivenciando o milagre do amor. Mas muitas vezes também já vivemos o fracasso e complicações. O amor, de qualquer forma, é sem dúvida uma das mais potentes forças do ser humano. E sempre aspiramos por amor verdadeiro, um amor que não machuque, nem destrua, mas sim que vivifique e enobreça. Um amor recíproco, correspondido, vivo e verdadeiro. Vamos acreditar nisso e vamos fazer por isso.
Não percamos a fé, a crença e a vontade. Não percamos a esperança. Aliás, sobre esperança, eu sempre faço uma distinção. Há a esperança do verbo “esperar”, que denota passividade, falta de atitude. Não é dessa que eu falo e nem é essa que eu prego. Eu acredito na esperança do verbo “esperançar” que, esta sim, é aquela que põe em prática a esperança e não apenas a espera…
Mas não é disso que escrevo hoje. A estória aqui é outra: falamos daqueles momentos dos quais hoje pudemos nos lembrar, em nossos olhos fechados e em nossa experiência conosco mesmo.
Espero que cada um de vcs, leitores eventuais (e aleatórios) tenham tido uma boa vivência consigo mesmo.
Viva!

Rick, lindo e emocionante seu post. Parabéns!
Uma pergunta…você já fez Tadashi?
Oi Olivian…
Não, não “fiz” Tadashi.
Aliás, nem sei quem – ou o que – é Tadashi…
Esse post é um dos meus escritos, que refletem meus pensamentos e formas de ver o mundo e, enfim, meu jeito de viver. Tenho vários, em várias circunstâncias…