Depois de uns dias de férias, longe de tudo, ontem a noite abri o twitter e encontro a seguinte mensagem de @jotaerreduran: “ O @rickyarruda é o Instagram Man of the Year 2011.”.
O JR Duran, como todos sabem, é um crítico da fotografia com o telefone e do Instagram e não acredita nisso como algo “sério” e com resultados efetivos. Eu agradeci a ele e tive a seguinte resposta: “Não acredito, mas aplaudo a quem acredita. Sem nenhum problema.”.
Essa mensagem me estimulou a escrever este post. Foi um ano bem bacana para mim, especialmente “iPhonicamente falando”. Muita coisa aconteceu.
Eu não vivo de fotografia mas, de um jeito ou de outro, faz anos que ando metido com ela (e ela metida comigo). Comecei com foto preto e branco e cromo, passei pelo digital, tramitei pela Lomografia. No ano passado, eu andava me divertindo com as maquininhas lomográficas, até que, logo após o Paraty em Foco, onde estive presente no lomowall e na projeção oficiais, comecei a pesquisar aplicativos fotográficos para o iPhone e, assim, a utilizar o aparelhinho para fotografar. Basicamente uso meu Instagram como um “twitter da imagem”, já que as fotos nele publicadas retratam o que estou fazendo naquele momento. Aliás, essa foi a chamada da capa da Photo Magazine do mês de outubro do ano passado, para uma matéria que eu escrevi sobre a fotografia com o celular e o instagram. A íntegra não está na rede, mas quem quiser a revista: http://www.bancaphotos.com.br/produtos/pm/40.htm
Mas, além de ser meu “twitter da imagem”, o Instagram e, em geral, a fotografia com o celular, me trouxeram resultados bem bacanas no ano passado e que já se apresentam também no início deste ano.
Em agosto fiz alguns ensaios sensuais para ilustrar matéria da Revista Alfa. Tem alguma coisinha em http://revistaalfa.abril.com.br/tecnologia/fotografia/polaroid-2-0/
No Paraty em Foco deste ano, em setembro, os Instagrams foram um sucesso. Lançada a “Coleção Instantes da Casa da Luz Vermelha”, da qual alem de partipar como um dos fotógrafos, fui o curador da série paulistana. Foi, também, lançada a “Coleção Revelar Instagram em Azulejos”, também com minha participação.
Depois disso, participei da mostra “InstaSampa” e também da primeira exposição da “Coleção Revelar”. Além disso, com os amigos Alexandre Urch, Clicio, Kazuo Okubo e Pepe Melega, houve a mostra “Unidades Instagram”.Por ocasião da abertura dessa última exposição, o Cesar Giobbi fez uma simpática matéria, ilustrada com diversas imagens minhas: http://www.cesargiobbi.com/?page=materias&id=9597
Para fechar o ano, fui convidado pelos editores da Revista Sexy para fotografar o que eles chamaram de “lado B” do ensaio da garota da capa, a Miss Bumbum Rosana Ferreira. Eu gostei muito do resulta e agradeço à Revista pela confiança em mim depositada, pela ousadia de inovar, e pela publicação bacana que fizeram.
Com isso tudo, creio que demonstrei que a foto com o telefone, desde que feita de forma correta e respeitados os limites do aparelho pode ser, além de muito divertida, vendável como fotografia “fine art” e publicável em revistas de circulação nacional, entre outras possibilidades.
Para fechar o ano com chave de ouro, o blog oficial http://www.instagramers.com publicou uma matéria sobre minhas fotos com o aplicativo: http://instagramers.com/destacados/flashon-instagramers-1-20-rickyarruda/
Mas 2012 se inicia e já começa cheio de novidaes instagramicas também.
No dia 8 de fevereiro participarei de uma mesa redonda sobre fotografia, analogica e digital, e Instagram na prestigiada Campus Party. http://www.campus-party.com.br/2012/Artes_Digitais.html#Fotografia20onovovelhonovo
E em março, dos dias 14 a 18, teremos o Foto em Pauta, na gostosa cidade de Tiradentes. E este ano irei ministrar um workshop sobre fotografia com o celular. Com muita honra estarei ao lado de vários renomados e prestigiados fotógrafos que darão workshops, participarão de mesas e debates e, enfim, enriquecerão a fotografia brasileira. http://www.fotoempauta.com.br/festival2012/
Novidades instagrâmicas de todas as formas.
Para terminar, fica aqui um agradecimento público aos vários amigos com os quais, todos os dias, compartilhei, ri e me diverti no Instagram. Alexandre Urch, Clicio, Chris Castanho, Danilo Siqueira Let’s Vamos, João Macruz, Helena de Castro, Kazuo Okubo, Pepe Melega, entre vários outros, amigos da vida real, de longa data alguns, e da vida virtual outros. Não vou aqui nomear todo mundo, provavelmente já esqueci alguém que devia ter mencionado, mas fica o meu mais sincero agradecimento. Sem vocês nada seria como foi e nem teria a graça que teve.
Aproveitando, desejo a todos o melhor do melhor neste ano que está começando.
No fim do ano passado, escrevi sobre o tempo, momentos e instantes. No curso do ano, escrevi sobre a tal da felicidade. Estão por ai os posts.
Juntando as duas coisas, passado esse tempo, resolvi que hoje vou escrever sobre cada um de nós estar bem com a gente mesmo.
A felicidade, como eu disse e já escrevi, é importante e conquistável. Mas creio que o pressuposto básico para que possamos caminhar nesse sentido é o de “estar bem consigo mesmo”. Quando chegamos a esse ponto, conquistamos uma situação interna que nos é favoravel e, a partir dela é que podemos crescer, evoluir e seguir em frente na tal da felicidade.
Então, neste começo de ano, eu mudo um pouco o que eu disse antes e digo para que cada um de vcs, leitores, busque, essencialmente e antes de tudo, essa situação real e verdadeira de estar bem consigo mesmo.
O resto todo é conquista – e tudo pode se conquistar.
O que importa é acreditarmos – e fazermos nosso melhor. Nos entregar a tudo o que nos faz bem, sem receios, mas com responsabilidade e dedicação.
É isso ai.
E vamos em frente!
Amigo
), é divino e guarda uma lembrança, seja ela qual for, para a posteridade. O que é de suma importância.
Na realidade, eu agradeço.
E faço isso por vários motivos: pela ótima convivência, sempre e qualquer circunstância, pautada pelo respeito, em especial diante de eventuais diferenças – que são bem poucas, diga-se de passagem; por toda a paciência e atenção; pelas opiniões e críticas feitas (em ambos os casos, sempre tecnicamente embasadas); pela sua coragem em polemizar (em geral, as pessoas querem ser meio “anjos”, especialmente no espaço do Instagram); enfim, por tudo.
Já conversamos sobre esse universo fotográfico – incluído o instagrâmico, claro. Você bem sabe o que penso, inclusive quanto à sua importância nele. Não vou ficar aqui jogando confete porque você não precisa (os fatos demonstram que você os merece) e também porque todas as pessoas da minha convivência sabem que admiro o seu trabalho – fotográfico ou não.
O teu post não me deixa esquecer o seguinte – sem querer ser óbvio mas já sendo: o Instagram é um espaço social humano, portanto sujeito a chuvas e trovoadas, choro e ranger de dentes etc. . Há, portanto, muito despeito, ciumeira, covardia, disputas pelo poder, inveja, envolvidos nisso tudo. Decerto que há também respeito, admiração, desejo de sucesso, afinal o mundo não é tão perverso. E você conviveu, penso eu, com tais opostos. E se saiu muito bem.
Se hoje faço parte disso (na categoria dos não-fotógrafos, apenas um esforçado, afinal eu vivo, como você bem sabe, da advocacia pública), devo, mesmo, muito a você. E ao Clício, que é “o” Mestre. Fotografar, ainda que com imperfeições (foto imperfeita sem querer, viu, Ricky?
Como diz você: vamos em frente. Para minha alegria, juntos.
Abraço, amigo! 2012 de muito sucesso e saúde pra você!
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