Anna e Ricky no site da Constance Zahn

Tem um bate papo bacana sobre fotografia e sobre nossa união publicado no site da Constance Zahn.

Quem quiser conferir: http://www.constancezahn.com/bate-papo-com-anna-quast-e-ricky-arruda/

Imagem

Anúncios
Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Anna e Ricky, no Portal Photos, do UOL

O Portal Photos publicou uma matéria bacana sobre nossa união também profissional.

A integra está em http://photos.uol.com.br/materias/ver/93078

“Um casal que foi feito um para o outro e, porque não, para o próximo grande momento da sua vida. Anna e Ricky fotografam o amor, com amor”.

Imagem

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Anna Quast Arruda e Ricky Arruda Fotografia

Lançamos nossa nova marca de fotografia. Um evento bacana e cheio de gente, no Shopping Iguatemi. Claro que, junto com a nova marca, lançamos também nosso novo site. E ele já está no ar. Todos convidados para conhecerem www.annaericky.com.br

Image

 

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

nossa nova marca

Amanhã, dia 22 de maio, vamos celebrar um momento bem bacana e especial. Vamos lançar nossa nova marca “Anna e Ricky”, de fotografia, com um evento bacana no Shopping Iguatemi São Paulo, Espaço Fashion, Piso Superior. 

Image

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Anna e Ricky no Yes Wedding

O Yes Wedding publicou uma matéria bem bacana sobre minha fotografia com a “marida” Anna Quast.

“Conseguimos juntar essas duas histórias diferentes: a da Anna, que tem uma entrega muito precisa, uma carreira super consolidada; com a minha, dessa possibilidade de um olhar mais artístico, mais compromissado só com a beleza. Essa soma é muito legal profissionalmente”.

A íntegra está em http://yeswedding.uol.com.br/pt/materias/fotografia-com-amor/

Image

 

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

a fotografia de casamento posada e bem dirigida

Image

Na semana passada aconteceu a Photo Image Brasil, a maior feira de fotografia da América Latina, este ano juntamente com o congresso Estúdio Brasil.

Mais uma vez eu tive o prazer e a honra de ser um dos palestrantes convidados. E este ano foi mais bacana ainda, porque estava junto com minha esposa, a também fotógrafa Anna Quast.

E como estava junto com ela, resolvi partilhar algumas questões que noto, todo final de semana, na cobertura dos casamentos que cobrimos. Assim, nossa palestra foi sobre “a fotografia de casamento posada e bem dirigida”. Vou aqui fazer um breve resumo, para aqueles que não puderam nos assistir.

Não vou tratar aqui de ensaios pré-casamento ou de fotografias feitas, com calma e tempo, em locações especialmente pensadas. Vou tratar das fotos feitas no próprio dia do casamento, enfrentando as dificuldades e anotando as possibilidades.

A primeira e importante coisa que quero salientar é: conheça seu casal. Converse bastante com a noiva, entenda o que ela gosta, descubra o que ela espera. Trace um perfil dela, definindo se se trata de pessoa calma, tímida, extrovertida, divertida, e por ai vai. Isso é muito importante para que suas sugestões na rápida sessão de fotos combinem com ela e com o casal. De nada adianta coisas mirabolantes para casais conservadores e nem ideias conservadoras para casais alternativos.

A segunda coisa é: busque referencias, ideias. Estude. Vá com a determinação de fazer algo. Tenha uma – ou algumas – fotos em sua cabeça e vá atrás delas, para bem realiza-las, mesmo sabendo que nem sempre será possível.

Lembre-se que o casal – e especialmente a noiva – não é modelo, via de regra – e de qualquer forma estará nervoso e ansioso. Assim, não estão acostumados a posar, pelo que precisam ser dirigidos. Digam a eles, com clareza, o que precisam que eles façam. Determine ângulos, posicionamento de rostos, corpos e mãos. Não espere que eles saibam o que fazer, porque eles não sabem e cabe a você dizer a eles.

Image

Tenha em mente que vc terá alguns poucos momentos no dia e vc terá que aproveita-los muito bem.

De fato, temos alguns momentos onde é possível realizarmos fotos posadas, com direção correta e pontual. São eles:

– o makingof, em duas oportunidades: quando a noiva está com cabelo e maquiagem prontos, mas antes de se vestir e depois de vestida, com o vestido pronto e tudo mais.

– logo depois das fotos protocolares, dispensando pais, familiares, amigos e padrinhos e se concentrando no casal.

– no fim da festa.

Para a realização dessas fotos, e maior ou menor proporção, o fotógrafo encontrará algumas dificuldades:

– no makingof:

– de inicio, chama atenção a correria, a rapidez com que as coisas acontecem, o que gera uma falta de tempo, mesmo que rigorosamente haja tempo.

– maquiadores, cabelereiros e “vestidoras”, às vezes se colocam como empecilhos ou dificultadores

– mãe e pai da noiva, envolvidos na tensão e na adrenalina do momento, nem sempre contribuem e às vezes podem gerar pontos de tensão, especialmente com relação à saída para a cerimonia, horários e prazos.

– a própria noiva. Depois de tanto tempo planejando, chegou o grande dia. As emoções estão à flor da pele, vários sentimentos e sensações aflorando. Em alguns casos, a noiva nem se dá conta, naquele momento, da importância de uma bela foto dela.

– após as fotos protocolares:

– os familiares, convidados e padrinhos querem interagir e aproveitar a festa – e os noivos, cada um a seu modo, também

– o buffet tem horários para servirem jantar ou um rápido cocktail para os noivos

– a assessoria busca seguir roteiros e cumprir prazos, muitas vezes sem atentar para a importância de uma rápida sessão.

– no fim da festa:

– noivos estão empolgados, cansados, às vezes um pouco mais “altinhos”. Já não estão tão arrumados.

Image

E a verdade é que para cada uma dessas questões e em cada uma dessas situações, há pontos para serem observados.

A Anna e eu seguimos alguns passos:

– fazemos sempre um reconhecimento dos locais, buscando pontos interessantes, decoração, texturas, luzes, molduras.

– deixamos equipamentos, câmeras e lentes já prontos

– avisamos os envolvidos sobre a importância de uma rápida sessão de fotos

– conduzimos as coisas para que a sessão se efetive, com delicadeza e jeito, mas também com energia educada, se for o caso, uma vez que à vezes é necessária alguma imposição e colocação especifica.

– mostramos para a noiva algumas fotos para que ela, vendo o resultado e como ela está bonita, tome noção de que aqueles poucos minutos terão sua perpetuação. Isso também aumenta a autoestima da noiva e, ao mesmo tempo, também a confiança dela nos fotógrafos que ali estão.

– fazemos a sessão de forma efetivamente rápida

Voltando um pouco ao comecinho da estória, para contar nossa forma de trabalharmos.

Durante o makinfof a Anna e eu fotografamos de forma separada, cada um com sua câmera, ou celular, e buscando suas visões, normalmente um usando lentes angulares e outro teles ou meia teles. Nesse momento, buscamos além de fotos bonitas, aquelas que retratem a situação, os momentos, algumas curiosidades ou peculiaridades, coisas interessantes.

Em determinado momento, partimos para as fotos de still, do vestido, sapato, jóias e etc. e ai já começamos a trabalhar juntos. Enquanto um produz, o outro clica. Enquanto um ilumina, com luz continua, rebatendo um pouco ou usando um flash, o outro clica, e por ai vai.

Voltamos à noiva, mãe, irmãs e madrinhas já arrumadas e fazemos, às vezes, uma primeira sessão de fotos um pouco mais posada e pensada, mesmo antes da noiva se vestir. Closes, de roupão, uma ou outra mais sensual, se a noiva se sentir a vontade.

Depois de pronta, é a hora de pedir nossos “10 minutinhos”, coisa que às vezes flui bem e outras requer quase que uma imposição, sempre respeitando o fato de que o tempo está correndo e às vezes a noiva está efetivamente atrasada.

Luz de janela, quando ainda é possível. Flashes fora da câmera, rebatidos ou fazendo contra-luz. Luz continua. Buscamos sombras, reflexos, recortes. De novo, aqui, um clica e outro conduz, orienta as poses, faz a luz, chama atenção da noiva e por ai vai. Depois invertemos.

É hora, também, de fazer algumas fotos com o celular, além daquelas feitas com a câmera. Hoje quase todos os casamentos têm a sua hashtag e é importante apresentarmos algumas fotos bonitas, para que a noiva, o noivo, seus familiares e convidados, dela desfrutem no dia seguinte. Por isso, enquanto um fotografa com a câmera o outro, montando a luz e a sombra, busca outros ângulos com o celular também e, sempre que possível, depois invertemos isso, com a noiva posando também para o celular.

Hora de sair correndo para a cerimonia. Momento de concentração, foco e adrenalina. Na cerimonia, já com os outros fotógrafos da equipe, cada um tem suas funções e posicionamento.

Terminada a cerimonia, às vezes temos espaço e condições para, com as fotos protocolares, um novo ensaio da noiva, sozinha e junto com o noivo, ainda na igreja. Se não for na igreja, depois das protocolares, sempre pedimos alguns minutos a mais. É importante que a assessoria ajude nessa condução.

Hora da cobertura da festa. Há momentos importantes, como a entrada dos noivos, onde toda a equipe é posicionada de forma organizada, com lentes diversas e funções especificas. No final da festa, é hora de pedirmos mais alguns minutos aos noivos, para uma série já aproveitando a locação. Como os noivos, de regra, já estão mais “desarrumados”, aproveitamos para usar elementos da festa, ou reflexos ou sombras, para compor uma imagem final.

Com essas dicas simples e com uma postura educada, correta e proativa, com certeza você terá oportunidade de realizar belas fotos posadas dos noivos.

Image

Antes de terminar, quero deixar uma rápida nota sobre a Photo Image Brasil, este ano realizada junto com o Estudio Brasil. A feira, que antes era essencialmente feira mesmo, tomou este ano, de vez por todas, uma conotação também educacional, com palestras e tudo mais. Essa tendência, que começou há alguns anos, no Stand da Editora Photos, se espalhou ainda mais. E especificamente a Editora Photos, que desde sempre teve esse foco educacional, este ano aprimorou mais ainda esse foco, ao realizar as palestras em seu stand, ao mesmo tempo em que promovia o Estudio Brasil, sempre com gente do primeiro time da fotografia do Brasil e do mundo. Eu sempre acreditei na partilha do conhecimento, na contribuição com meu tostão na qualificação profissional de todos e fico muito feliz de integrar o time bacana e de primeiríssima, da Editora.

E por hoje é isso. Na próxima coluna vamos tratar um pouco de aplicativos fotográficos para boas fotos feitas com o telefone. E vamos em frente!

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

a edição e a saborosidade fotográficas

bel1

Em uma de minhas  colunas no Portal Photos, do UOL, escrevi sobre a fotografia feita naturalmente, sem compromisso que não seja com nosso querer, nosso olhar, nosso gostar. Escrevi, também, sobre as formas atuais de vermos imagens. Escrevi, ainda, sobre memórias, as nossas e as da vida. Não leu ainda? Ela está publicada em http://photos.uol.com.br/materias/ver/73508

Nesta  coluna que aqui transcrevo – e também publicada no Portal Photos,  em principio, pensei em tratar sobre a fotografia em si, um pouco de teoria, de técnica, de composição – ou sobre o uso dos aplicativos fotográficos na fotografia feita com dispositivos móveis. Mas vamos deixar isso um pouco mais para frente. Vou inverter um pouco a ordem das coisas e tratar da parte final do processo fotográfico – e talvez a mais difícil – que é a edição, ou seja, a escolha das imagens que podem entrar em algum projeto final, qualquer que seja ele.

Tudo muda, a todo tempo. Nosso olhar, nosso gostar (e também o desgostar), nossas sensações e sentimentos. E aí reside, talvez, uma das grandes dificuldades no processo de edição.

bel2

Certo dia recebi uma super gentil mensagem do Claudio Edinger (que dispensa apresentações – e é um cara nota 10) falando um pouco sobre a fotografia, sobre fotógrafos e artistas. Evoluímos a conversa e começamos a falar do ato de fotografar, até chegarmos ao de editar. Ele pontuou que ‘um bom trabalho fotográfico é como uma câmera apoiada num tripé, que é: fotografar muito, pesquisar muito e editar muito’. Em seguida disse que ‘edição a gente só aprende fazendo, sendo ‘cruel’, eliminando tudo que deixa um cabelo de dúvida, se deve ou não ‘entrar’ na seleção final de qualquer projeto’. Ele ainda ressaltou a importância de ‘desenvolver um olhar crítico em relação a todos os trabalhos que a gente vê dos outros, e olhar também para os nossos’.

Seguindo a troca de mensagens, o Claudio sustentou que ‘a edição é o passo mais profundo e definitivo no processo fotográfico, estamos todos tentando aprender isso todo dia. Todos nós!! É uma luta diária e cada dia as coisas mudam muito, a gente muda muito, é um processo absolutamente orgânico, mas fundamental, é o oxigênio que alimenta a combustão, o fogo. Só vem com a prática, não é penso logo existo — é edito, logo edito, logo edito, logo edito…’. E terminou dizendo que ‘a ‘saborosidade fotográfica’ vem destes três elementos: água, terra e fogo, onde o fogo é a edição. O fogo justifica a água e a terra. Sem fogo é como comer tudo cru, tem seu charme, mas é bastante limitado’.

E, de fato, dentro do processo de formar um projeto fotográfico, uma história fotográfica, provavelmente tão importante quanto as capturas em si, é o ato de escolher quais as imagens que vão ser mostradas ou não. E, como acabei de dizer, esse processo é dinâmico, é interminável, é de constante aprendizado e muito ligado ao momento. Assim, para nós fotógrafos, além do cuidado e conhecimento na hora da fotografia em si, temos que ter o mesmo na hora da escolha. E isso se aprende fazendo e, sem dó, cortando (na própria carne, porque às vezes nos apegamos às nossas imagens não apenas pelo que elas trazem em si mesmas, mas pelo que elas representam para nós). Aprende-se no dia-a-dia, na prática.

E o que têm as redes sociais – e o Instagram – ou a fotografia feita com o telefone a ver com isso tudo? É que hoje, como antes já pontuei, se fotografa muito mais e se vê muito mais imagens, a todo tempo e com muito mais ‘velocidade’. Mas dentro desse processo dinâmico de ver, acabamos aprendendo, de uma forma ou outra, também a editar. Vemos uma série de imagens, distribuimos ‘likes’ àquelas que nos agradaram. E com essa distribuição de ‘likes’ estamos, de alguma forma, editando o que vemos. Mas o outro lado também é verdadeiro. Também postamos e compartilhamos as nossas imagens. E nesse postar e compartilhar, passamos por dois distintos momentos de edição, um deles puramente pessoal e feito em nosso íntimo, que é a escolha, dentre uma série de fotos, daquela que vai ser publicada. Esse já é um primeiro exercício. E o segundo momento de edição daquela imagem é a apreciação que teremos dela pelo nosso público. Em outras palavras, submetemos nossa escolha – e nossa edição – ao critério do público que vai ‘julga-la’ através de sua repercussão. Com isso, ao fim do ciclo, evoluímos nosso processo de edição, porque juntamos o nosso ‘gostar’ ao imediato ‘gostar’ do público que nos vê. E, de ciclos em ciclos, os tais da evolução e do aprendizado vão acontecendo.

bel3

E, desta forma, a tão importante tarefa da edição vai se aperfeiçoando e nossas formas de contarmos uma história visual vão se definindo.

Portanto, para encerrar, vamos cuidar do processo completo, não apenas do ato de fotografar em sim, mas também do de editar, de escolher, de saber o que deve ou não entrar no que contamos de nossas histórias. E isso é importantíssimo porque a edição, rigorosamente falando, é que faz efetivamente um fotógrafo.  Como o próprio Claudio lembrou, vivemos cada vez mais de síntese e fica claro que precisamos cada vez mais aprimorar essa síntese. Tentamos, cada um a seu modo, mostrar uma paisagem, uma cidade, um acontecimento, um pensamento, uma pessoa, e temos uma fração de segundo e quatro bordas para fazermos isso. A verdade é que quanto mais desenvolvida a nossa edição mais capacidade de síntese teremos – e com isso nosso trabalho aparecerá melhor e de forma mais pontual e efetiva. Essa necessidade de síntese, cada dia mais, se apresenta não só na fotografia, mas também, por exemplo, em textos e qualquer coisa que comunique. Nos dias atuais, onde o tempo anda tão rápido, em que fazemos tanto, lemos tanto, vemos tanto, quanto mais síntese, mais forte será nosso trabalho e a efetividade dele.

bel5

As fotos que ilustram esta matéria podem ser um exercício. Foram todas elas feitas em dois dias, na Estação das Docas, em Belém do Pará. Retratam mais do mesmo, cada uma com sua cara, ou cor. Uma, ou duas, melhores do que as outras.

E, como sempre: mais em meu site www.raffotografia, no Instagram e no Twitter – @rickyarruda. E vamos em frente! Até a próxima coluna.

Publicado em foto com celular, fotografia, iphonegrafia, Uncategorized | Marcado com , , , , , , , , | 1 Comentário

a fotografia por si só

Está no ar, na capa do Portal Photos, do UOL, minha segunda coluna sobre fotografia. Vamos refletir um pouco sobre a fotografia feita de forma compromissada apenas com a estética, o interesse, a graça, a diversão e a comunicação de um momento. http://photos.uol.com.br/materias/ver/73508

Image

Nota | Publicado em por | Marcado com , , | Deixe um comentário

sou agora colunista do Portal Photos

Fiquei muito feliz com o convite da Editora Photos, para ser colunista do prestigiado Portal Photos, do UOL.

Temos um espaço quinzenal para tratarmos de fotografia, especialmente, mas não exclusivamente, aquela feita com o telefone celular.

Estou muito contente de estar entre tantos bons por lá.

Acompanhem a coluna no Portal, cujo endereço é: http://photos.uol.com.br/

E a primeira já está no ar: http://photos.uol.com.br/materias/ver/72695

Image

 

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

raf fotografia

Há muitos anos atrás publiquei um site. Ele era reflexo de minha primeira experiência fotográfica mais séria: Paris, fotografada em preto e branco, com filmes TriX e uma camera totalmente manual Nikon FM3, com duas lentes fixas e luminosas, uma 28mm e uma 50mm.

Fotografada no inverno (particularmente gelado naquele ano), Paris se apresentou aos meus olhos sob a inspiração de vários famosos fotógrafos que por lá estiveram. Desde Nadar, lá por 1850, passando por Atget, Lartigue, Brassai, até Kertesz, Doisneau e Bresson. Eu buscava, assim, uma Paris clássica, já fotografada pelas lentes de vários “feras”, mas em século 21. O resultado de minhas andanças pela cidade, foi minha primeira exposição individual, chamada, não por acaso, “clássica:paris:moderna”.

Foi assim. Voltando para SP, esbarrei com o João Bittar, na Imã Fotogaleria. E o João, olhando todo o material, me disse que aquela série toda de imagens produzida em Paris só teria sentido se, de alguma forma, fosse vista. Lembro perfeitamente dele me dizendo que “a fotografia só existe quando ela é ‘publicada’, mostrada, partilhada, porque ai se opera a comunicação”. E fez mais o João: editou todo o material (na época folhas de contato, que tenho até hoje riscadas por ele. E ai, com essa especial curadoria, promovi minha primeira individual.

Segui fotografando. Cromos, filmes. Cor, muita cor. Preto, branco, cinzas. Uma coisa ali, outra aqui. Outras mostras, exposições, outras estórias. Cheguei, há tempos, nas Lomos. Me diverti com as maquininhas de plástico. Tive resultados bacanas, coias legais. Um Lomowall no Paraty em Foco.

Surgiu o instagram. A “lomografia digital”. Fotos com vazamentos de luz, efeitos, defeitos. Viragens, cyanotipos, molduras. Tudo que se fazia analogicamente, ao alcance de nossos dedos, com o telefone. E com a diferença do compartilhamento imediato. Fui muito gratificado fotograficamente com isso. Capas de revistas, matérias, exposições, cursos, debates e palestras. Muito mais qdo que eu pude imaginar que a fotografia me daria.

Minha estória com a fotografia é longa. Já fiz de tudo com ela – e ela fez muita coisa comigo.

No fundo é uma janela da alma e também para a alma. E, talvez por isso, minha fotografia seja “poética” como já disseram por ai e como o Walter Firmo me escreveu um dia.

Mas, poética ou não, o que importa é que ela faz parte de mim e eu faço parte dela, ela vive comigo, eu vivo com ela, mas não vivo dela – e isso, acho, faz toda a diferença.

Ah, viajei por aqui. Eu estava contando do site.

Vamos abreviar. Lá, muitos anos atrás, foi para o ar meu site. Era atual na época e trazia muitas de minhas fotos e vivências. Mas o fato é que aquele antigo site acabou deixado de lado, no ar, mas sem qualquer atualização, como se fosse um fantasma vagando pelas sombras da noite.

Com tanta coisa instagrâmica que aconteceu nos últimos tempos, achei que merecia um site novo. E ele está no ar. Tem um pouco de minhas fotos, em todas as suas vertentes. Tem um link para os instagrams online, um espaço para atualidades. E este blog, que continuará vivo por aqui, estará também linkado lá.

Fica então o convite. Visitem: www.raffotografia.com.br

E vamos em frente, instagramando o mundo.

Image

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário